CASAMENTO COM ATMOSFERA EUROPEIA NA CASA GIARDINO



Alguns casamentos reúnem famílias. Outros acabam reunindo também lugares, culturas e maneiras diferentes de celebrar. O casamento da Pamela e do Phillipe, na Casa Giardino, em Mogi das Cruzes, teve exatamente essa sensação.


Ela, espanhola. Ele, brasileiro. Muitos dos amigos vieram da Europa especialmente para estar ali e, naturalmente, essa mistura apareceu na forma como o casamento aconteceu. Nos encontros, nas conversas em diferentes sotaques, no ritmo da festa e principalmente na maneira como todos pareciam realmente dispostos a celebrar.


Era um casamento no Brasil, mas havia momentos em que a atmosfera parecia nos transportar para outro lugar. A própria Casa Giardino ajudava a construir essa sensação. Cercada pela Mata Atlântica, a propriedade mistura jardins, construções rústicas e espaços integrados à natureza. Entre eles está a Praça Italiana, criada com inspiração na cultura europeia e na ideia de trazer também a celebração para os ambientes externos. Mas, mais do que uma referência estética, o que tornou esse casamento diferente foram as pessoas.


QUANDO DUAS CULTURAS SE ENCONTRAM


Casamentos internacionais sempre carregam pequenas diferenças que aparecem ao longo do dia. Às vezes estão na maneira como os convidados participam da cerimônia. Outras, no tempo dedicado à mesa, nos brindes, na música ou simplesmente na maneira como as pessoas ocupam a festa. No casamento da Pamela e do Phillipe, isso aconteceu de uma forma muito natural.


Havia amigos e familiares que haviam atravessado o oceano para estar ali. Gente que talvez não se encontrasse novamente tão cedo, reunida no mesmo lugar por causa de duas pessoas. Para nós, fotograficamente, isso muda muita coisa.


Quando os convidados estão verdadeiramente envolvidos no casamento, as imagens deixam de acontecer apenas em torno do casal. Elas aparecem por todos os lados: nos reencontros, nos abraços, nas conversas, nas mesas e naquela expectativa de quem sabe que aquela noite precisa ser bem aproveitada. E eles aproveitaram.


UM dia nublado de mata atlântica


O céu permaneceu nublado durante boa parte do casamento. E, naquele cenário, isso combinava perfeitamente com a atmosfera do dia. A Casa Giardino está inserida em uma área de Mata Atlântica preservada, com vegetação envolvendo tanto os espaços de cerimônia quanto de recepção. Sua Capela de Vidro e os jardins fazem com que a natureza permaneça muito presente mesmo quando o céu está fechado.


Fotograficamente, dias assim oferecem uma luz completamente diferente daquela que encontramos em um casamento de sol intenso. A luz fica mais suave. As sombras diminuem. Os verdes ficam profundos e a paleta parece naturalmente mais contida. Em vez de esperar pelo momento em que o sol aparecesse, usamos exatamente aquilo que o dia estava nos oferecendo.


Porque não acreditamos que exista apenas uma condição de luz ideal para fotografar um casamento. Existe a luz daquele casamento. E parte do nosso trabalho é entender o que ela pode trazer para a história.


A CASA GIARDINO COMO CENÁRIO


Há algo muito particular na arquitetura da Casa Giardino. O espaço foi construído ao longo de décadas em diálogo com a vegetação ao redor e hoje reúne ambientes como a Capela de Vidro, jardins, construções rústicas e áreas externas para cerimônia e recepção. A propriedade está em Mogi das Cruzes, a aproximadamente 40 minutos de Guarulhos e uma hora de São Paulo. É um lugar em que arquitetura e natureza parecem estar constantemente misturadas.


Para um casamento como o da Pamela e do Phillipe, isso funcionava muito bem. Havia uma elegância natural nos ambientes, mas sem aquela sensação de formalidade excessiva. Os convidados podiam circular, conversar e ocupar os espaços de maneira muito livre.


E talvez isso tenha contribuído para que a festa adquirisse tão rapidamente aquela atmosfera que lembrava algumas celebrações europeias: menos preocupação em seguir rigidamente uma sequência e mais disposição para viver o encontro.


UMA FESTA QUE NÃO PRECISAVA DE INCENTIVO


Se durante o dia a atmosfera era elegante e tranquila, bastou a festa começar para entendermos outra característica importante daquele casamento. Esse grupo gostava de comemorar. Muito.


A quantidade de convidados vindos de longe parecia tornar tudo ainda mais intenso. Havia uma consciência de que aquela reunião era especial e de que provavelmente demoraria para que todas aquelas pessoas estivessem juntas novamente. Então ninguém parecia interessado em desperdiçar a oportunidade. A pista rapidamente virou o centro do casamento e permaneceu assim. Amigos espanhóis, brasileiros e convidados de outros lugares dividindo música, dança e uma energia que não precisava ser estimulada.


Para quem fotografa de maneira documental, festas assim são um presente. Não precisamos criar acontecimentos. Só precisamos estar atentos o suficiente para acompanhá-los.

No fim, talvez seja essa a imagem que melhor resume o casamento da Pamela e do Phillipe.


Duas culturas, amigos atravessando continentes, um dia cinza em meio ao verde da Casa Giardino e uma festa em que ninguém parecia lembrar que existia hora para acabar. Alguns casamentos são lembrados pela decoração ou pelo cenário. Outros, pela energia das pessoas que estavam lá. Esse foi um deles.